quinta-feira, 31 de maio de 2007
De volta...
De novo índio pega nos remos e na canoa e parte pelo rio a contemplar a lua cheia e o seu reflexo na água, lembrando o lobo que uiva solitário à lua, deixando para trás um mês rico em vivências, cheio de descobertas, reencontros e alguma mágoa. Parti por necessidade, mas também com muita vontade de esclarecer ideias e voltar a abrir horizontes. O mês de junho vai ser dedicado à caça como outros meses o foram neste ciclo interminável, espero que tudo corra bem e que possa regressar daqui a quatro luas, com a canoa cheia, muitas saudades da tribo e a típica boa disposição. O mês de maio acaba e deixa muitas saudades, apesar das dificuldades, foi um mês rico, índio teve oportunidade de voltar a Amsterdão desta vez para ajudar outro bravo num projecto único, aprofundar o conhecimento rico que só uma sociedade evoluida como a holandesa pode proporcionar, subir e descer enclusas, a beleza do verde apesar da modernidade e da densidade populacional sempre presente e defendido com garra, sim porque temos de ser mais exigentes e defender com garra o que é bom senão somos dominados pelo caos, lixo, miséria e poluição... Mês de reencontros com/entre sementes e raizes que me fizeram o "ser" e que me mantêm com vontade de continuar a "ser", apesar da distância física que nos separa, o sentimento não muda nunca e cresce ao ritmo da "semente". Ficam também os cafés em boa companhia junto ao mar, e fica o amor, o amor vivido, o amor sonhado, o amor impossivel mas marcante que teima em fugir-me sem nunca deixar de estar presente...
quarta-feira, 23 de maio de 2007
Homem branco engana índio parte 2 e 3
Parte 2
Reuni-me com a tribo e fiquei ainda mais preocupado, o ataque dos caras pálidos é generalizado e não poupa ninguém, das experiências partilhadas vou transcrever apenas duas que me marcaram. Um dos indígenas conduzia pacatamente o seu veículo quando é abalroado por um autocarro desgovernado, sem qualquer reponsabilidade no evento resolveu toda a questão "burrocrática", da peritagem resulta um arranjo no valor de xxxx, e eis que surge um desses caras pálidos iluminados com roupas estranhas ao pescoço que diz que o valor comercial do veículo é apenas xx, terminando ai a responsabilidade da "Thievery Corporation" que ilustremente representa. Pergunta da tribo: porquê que somos OBRIGADOS a pagar um seguro se no fim temos de pagar também o arranjo da viatura? E se a viatura for um fiat 600? Qual será o valor comercial? Já agora esclareçam o índio acerca desta história do valor comercial quando o índio não está interessado em vender a viatura... A parte mais hilariante foi quando nos foi dito que seria entregue o valor comercial e que a "Thievery Corporation" ficaria com o carro danificado... uma "perda total recuperável" para a seguradora... índio pagou do bolso o arranjo... e continua obrigado a pagar seguro... Índio não entende... As entidades responsáveis dos "brancos" informaram que índio ainda ia gastar mais em tribunal e que acabaria por perder... Curiosa a justiça dos "Brancos".
Parte 3
Os caras pálidos responsáveis pelas comunicações da tribo que índio só fala por sinais de fumo para uma máquina automática, vendem placas de acesso á internet com um valor xx incluido na compra, passando o índio a pagar a mensalidade acordada no mês seguinte depois de esgotado o saldo inicial disponível, o índio recebe na sua tenda uma factura a duplicar este mês, curioso porque índio não se lembra de ter facturas em atraso pergunta porquê á máquina automática ou ao cara pálido robotizado... ai surge a surpresa, o isp que eu n digo qual é mas que tem uma banda cada vez mais larga, lembrou-se de cobrar agora o mês de adesão, ora o índio comprou a placa a meio do mês x e tem de pagar o mês todo? E o saldo inicial que índio julgou estar incluido? Afinal não estava ou índio terá de pagar a dobrar? Índio não entende de novo... Índio vai pagar factura? Claro que não...
Reuni-me com a tribo e fiquei ainda mais preocupado, o ataque dos caras pálidos é generalizado e não poupa ninguém, das experiências partilhadas vou transcrever apenas duas que me marcaram. Um dos indígenas conduzia pacatamente o seu veículo quando é abalroado por um autocarro desgovernado, sem qualquer reponsabilidade no evento resolveu toda a questão "burrocrática", da peritagem resulta um arranjo no valor de xxxx, e eis que surge um desses caras pálidos iluminados com roupas estranhas ao pescoço que diz que o valor comercial do veículo é apenas xx, terminando ai a responsabilidade da "Thievery Corporation" que ilustremente representa. Pergunta da tribo: porquê que somos OBRIGADOS a pagar um seguro se no fim temos de pagar também o arranjo da viatura? E se a viatura for um fiat 600? Qual será o valor comercial? Já agora esclareçam o índio acerca desta história do valor comercial quando o índio não está interessado em vender a viatura... A parte mais hilariante foi quando nos foi dito que seria entregue o valor comercial e que a "Thievery Corporation" ficaria com o carro danificado... uma "perda total recuperável" para a seguradora... índio pagou do bolso o arranjo... e continua obrigado a pagar seguro... Índio não entende... As entidades responsáveis dos "brancos" informaram que índio ainda ia gastar mais em tribunal e que acabaria por perder... Curiosa a justiça dos "Brancos".
Parte 3
Os caras pálidos responsáveis pelas comunicações da tribo que índio só fala por sinais de fumo para uma máquina automática, vendem placas de acesso á internet com um valor xx incluido na compra, passando o índio a pagar a mensalidade acordada no mês seguinte depois de esgotado o saldo inicial disponível, o índio recebe na sua tenda uma factura a duplicar este mês, curioso porque índio não se lembra de ter facturas em atraso pergunta porquê á máquina automática ou ao cara pálido robotizado... ai surge a surpresa, o isp que eu n digo qual é mas que tem uma banda cada vez mais larga, lembrou-se de cobrar agora o mês de adesão, ora o índio comprou a placa a meio do mês x e tem de pagar o mês todo? E o saldo inicial que índio julgou estar incluido? Afinal não estava ou índio terá de pagar a dobrar? Índio não entende de novo... Índio vai pagar factura? Claro que não...
Homem Branco engana índio
Cara pálido com roupas estranhas a quem o índio confia as suas poupanças enganou índio mais uma vez... Para além das taxas, comissões de manutenção de conta e débitos de juros, desta vez cara pálida diz que índio só pode ver as suas poupanças creditadas após 8 dias no melhor das hipóteses... até lá, índio terá de caçar para comer ou recorrer á comunidade que também luta para sobreviver ao ataque dos caras pálidos sem pelo na venta e com roupas estranhas penduradas ao pescoço... Índio vai reunir com a tribo hoje e perguntar porquê que a tribo não deixa de pagar aos caras pálidos cuja única riqueza são tijolos e argamassa vendidos aos índios a peso de ouro? Até quando esta e outras tribos terão de suportar caras pálidos cuja única ocupação é saquear o produto das nossas caçadas? A revolução e o caos (no mundo financeiro dos caras pálidos) com um simples NÃO PAGO... soa a grito de guerra.
Observador atento

Observador atento da natureza, da natureza fisica e humana, munido de arco e flechas que irá usar apenas em caso de necessidade, o índio procura a comunhão com o grande espírito, com a sua consciência e com o mundo selvagem que o rodeia.
Sentado no chão reunido com a minha comunidade em torno da fogueira a fumar o cachimbo irei partilhar sonhos, experiências, factos ou simplesmente falar do que me parecer relevante.
Nasceu o Blog do Índio
Nasceu da necessidade de partilha de vivências pessoais.
Espaço dedicado aos sentimentos próprios e alheios.
Espaço aberto de comunicação, essa necessidade que faz de nós seres sociáveis.
O mundo visto pela luneta do Indigena que recusa a integração no mundo dos "brancos".
Espaço dedicado aos sentimentos próprios e alheios.
Espaço aberto de comunicação, essa necessidade que faz de nós seres sociáveis.
O mundo visto pela luneta do Indigena que recusa a integração no mundo dos "brancos".
Subscrever:
Mensagens (Atom)


