segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

NON - nova ordem nacional

http://www.dissidente.org/

George Orwell

A Fraternidade não pode ser destruída, porque não é uma organização no sentido habitual do termo. A sua coesão assenta apenas numa coisa: uma ideia, uma ideia indestrutível. Nunca haverá nada que vos ampare, excepto essa ideia. (...) Vocês terão de se habituar a viver sem resultados nem esperança. (...) Convençam-se de que é improvável virem a ocorrer mudanças perceptíveis durante a vossa vida. Nós somos os mortos. A nossa única vida autêntica está no futuro. Viveremos essa vida como uma mão cheia de pó e estilhaços de ossos. Mas ninguém sabe quando virá esse futuro. Até pode ser daqui a mil anos. De momento nada podemos fazer senão alargar a pouco e pouco os espaços de saúde mental. Impossível agir colectivamente. Só podemos difundir o nosso conhecimento indivíduo a indivíduo, geração após geração.

In "1984", George Orwell (adaptado)

As reformas Douradas

"Este ano, o número de reformados com mais de 4 mil euros subiu 7,4 por cento.
O número de beneficiários da Caixa Geral de Aposentações com pensões mensais acima de quatro mil euros mantém um ritmo de crescimento imparável: só este ano reformaram-se 256 funcionários do Estado com reformas douradas, escreve o «Correio da Manhã».
Desde 1997, segundo dados da CGA, o número de indivíduos com pensões daquela ordem de grandeza cresceu 596%, uma média de 317 novos reformados milionários por ano. Ao todo, desde 1997, a CGA já atribuiu pensões de luxo a 3.710 pessoas, universo que representa um acréscimo de 7,4% face ao ano passado."

Índio gostava de saber quem são esses tais 3.710 ilustres e a "obra" que deixaram como legado para as futuras gerações (leia-se gerações e não descendência).
Mais uma prova de que esses caras pálidos em vez de "servir" - "servem-se", em vez de "governar" - "governam-se".

sábado, 24 de novembro de 2007

O Zé faz falta


"Olha o menino do BE…

José Sá Fernandes, na Câmara de Lisboa

SABIAM QUE este marmanjão custa ao orçamento da Câmara Municipal deLisboa 20 880 euros por mês ?Pois é, para sustentar o tráfico de influências deste "reivindicador" andamos a pagar do nosso bolso a onze parasitas, entre eles nove assessores técnicos, uma secretária e um coordenador de gabinete, além de um motorista para o vereador, um motorista para o gabinete e um contínuo -- tudo a recibo verde.


"O Zé faz falta!"-- Faz? Claro que sim: faz a maior falta a estas 11 encomendas!Se não vejamos:


CONTRATO PRESTAÇÃO SERVIÇOS - 11 PESSOASNome - Função/Origem/Contrato - Categoria/Vencimento (euros)

Alberto José de Castro Nunes - Assessor (50%) Renovação - 1.530 ,00

Ana Rita Teles do Patrocínio Silva - Secretária (100%) Renovação - 2.000.00

António Maria Fontes da Cruz Braga - Assessor (50%) Renovação - 1.530,00

Bernardino dos Santos Aranda Tavares - Assessor (100%) Renovação - 2.500,00

Carlos Manuel Marques da Silva - Assessor (50%) Renovação - 1.530,00

Catarina Furtado Rodrigues Nunes de Oliveira - Assessora(100%)Renovação - 2.500,00

Maria José Nobre Marreiros - Assessora (50%) Renovação - 1.530,00

Pedro Manuel Bastos Rodrigues Soares - Coordenador do Gabinete (50%)Renovação - 1.730 ,00Rui

Alexandre Ramos Abreu - Secretário (100%) Renovação - 2.000,00

Sara Sofia Lages Borges da Veiga - Assessora (50%) Renovação - 1.530,00

Sílvia Cristóvão Claro - Assessora (100%) Renovação - 2.500,00


DIVULGUEM ISTO PORQUE O ZÉ mais estes Zezinhos e estas Zezinhas só fazem falta à pata que os pôs! E não se esqueçam de que este senhor é...-- VEREADOR SEM PELOURO! --(ganda pinta, assim ainda é melhor, né???!!imaginem se alguma vez chegar a ter pelouro!..."
notícias destas é raro lêr nos "media" lol
Índio tinha de divulgar esta... encontrada num blogue esclarecido de um outro nativo... Hasta quando?!?

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Arrendamento jovem

"A verba orçamental disponível para apoiar jovens arrendatários vai estar limitada este ano a 32,7 milhões de euros, soube o DN junto do Instituto Nacional da Habitação (INH). Este plafond, inexistente em anos anteriores, corresponde a metade da despesa anual média registada entre 2004 e 2006 (cerca de 62 milhões de euros) e reflecte a nova filosofia adoptada pelo Governo em matéria de apoio a jovens que vivam em casas arrendadas, que se materializa, desde já, no abandono do programa Incentivo ao Arrendamento Jovem (IAJ).
Ao contrário do que passa com o IAJ, em que é garantido o apoio financeiro a qualquer candidato que cumpra os requisitos definidos, o próximo programa - integrado no novo instrumento Porta 65, que agregará todas as políticas sociais de apoio à habitação - vai basear-se numa lógica de concurso. Ou seja, o Governo fixará para cada ano a dotação orçamental disponível para este efeito, que condicionará depois o número de beneficiários. Deste modo, inverte-se a lógica do financiamento: a despesa deixa de depender do número de beneficiários, passando este a depender da verba disponível. Quanto à gestão do universo de beneficiário, esta será feita por via de concursos, lançados à medida das disponibilidades orçamentais do Estado.
A franca diminuição da verba disponível este ano para apoiar jovens inquilinos vai reflectir-se necessariamente numa redução do número de beneficiários. Em 2006, o IAJ apoiou 24,4 mil jovens, o que, apesar de superar em muito pouco o registado em 2004, representa o número mais elevado desde 2002. Estado pagou subsídio mensal médio de 215 euros. O beneficiário-tipo do IAJ tem 25 anos e pertence a um agregado familiar com um rendimento anual médio de 7810 euros.
Em 2006, os 24 mil jovens receberam, em média, um subsídio de 215 euros, para uma renda média não ponderada de 323 euros. Ou seja, o Estado terá suportado em média dois terços da renda cobrada aos jovens pelos senhorios.
Quase um quarto dos jovens apoiados em 2006 estão concentrados no distrito do Porto, segundo dados disponibilizados pelo INH ao DN. O distrito de Lisboa surge em segundo lugar, com 15% dos jovens beneficiários, seguido de Braga, com 14,3%. Aveiro aparece em terceiro lugar, com 14%.
Porta 65 substitui o Incentivo ao Arrendamento JovemPorta 65 - em alusão ao artigo da Constituição que consagra o direito à habitação - é o nome do instrumento de política social de habitação que vai substituir o actual IAJ e que o Governo se prepara para anunciar este mês ou no próximo.
Através deste novo instrumento anunciado em Julho de 2006, o secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, João Ferrão, pretende adoptar uma abordagem integrada das duas principais componentes da habitação social: por um lado, o apoio às pessoas com carências habitacionais e, por outro, o apoio à autonomia dos jovens que pretendam sair de casa dos pais. O módulo dedicado aos jovens vai ser o primeiro a arrancar, presumivelmente ainda este mês. A solução encontrada pelo Governo passa por criar uma agência central responsável por contratualizar arrendamentos, funcionando assim como um intermediário entre os jovens à procura de casa e os senhorios interessados em arrendar as suas propriedades. O Executivo acredita que esta agência terá um papel muito importante na credibilização dos contratos, reduzindo os riscos de não pagamento de renda. Por outro lado, garante ainda aos senhorios uma rentabilidade fixa, independentemente da ocupação dos espaços.
Em contrapartida, espera João Ferrão, os proprietários aceitarão baixar o valor das rendas. Além disso, o Estado continuará a atribuir subsídios aos jovens mais desfavorecidos, tal como garantiu ao DN o presidente do INH, Teixeira Monteiro, mas estes terão de obedecer a uma lógica de concurso, dependendo das dotações orçamentais disponíveis."

in DN online Fev2007

A noticia fala por si... destaco o último parágrafo onde o ilustre secretário de estado João Ferrão ESPERA (sentado julgo) que os proprietários aceitem baixar o valor das rendas... Mais um excelente trabalho das novas técnicas de gestão... e estamos assim entregues aos tubarões!

A natureza e a coragem II

A natureza tem destas coisas...
Teahupoo 01 11 2007

http://www.youtube.com/watch?v=E91pK-2TUFg


e a dica para a banda sonora...
http://www.anoushkashankar.com/

ideal para sinais de fumo... :)

Conversas soltas em Bissau


O destino levou o índio a Bissau, Capital da Guiné Bissau, antiga colónia Portuguesa, descrita por influentes personagens da comunicação social (que provavelmente nunca puseram os pés em África muito menos sentiram a guerra) como "O Vietname Português", foi num clima apreensivo que dei os primeiros passos pelas ruas paradas no tempo desta cidade outrora cativante mas que hoje exibe as marcas da guerra recente pelos edifícios esburacados por balas, ruas empoeiradas, onde tenta resistir algum alcatrão ainda de outros tempos. Tudo se vende em bancas improvisadas bem ao estilo africano, parei para comprar cigarros avulso numa delas e estabeleci diálogo com um comerciante, o seu fluente Português surpreendeu-me pois encontro hoje muitos adolescentes formados nas nossas escolas que não possuem metade do vocabulário empregue por este esclarecido e humilde ser humano, ultrapassados os receios de ambas as partes o diálogo fluiu como o tempo, fiquei a saber todas as informações, "dicas" importantes para me poder "desenrascar" naquela cidade, onde comer, o que deveria visitar e de quem deveria manter-me afastado, aproveitei para cambiar moeda e deixei a conversa chegar ao inevitável tema do passado recente, inicialmente evitei o tema, mas rapidamente me vi envolvido nele, não queria despertar nenhum ressentimento, e eis que me vejo confrontado com a pergunta inesperada - "Porque é que vocês nos abandonaram á nossa sorte?" Não respondi, procurei durante alguns segundos alguma razão, uma resposta aceitável, algo... mas apenas consegui encolher os ombros e olhar para o fim da rua, sem ter tempo para me recompor surge outra afirmação - "Estamos a falar a mesma língua, somos como irmãos, somos ambos Portugueses..." ao que respondi, "Não amigo M... , eu sou Português e tu és Guineense..." e ficamos ambos sem palavras, e com dificuldade em balbuciar o que quer que fosse, despedi-me dele e fiquei com um estranho sentimento de culpa... senti que o magoei com a minha afirmação, a crua verdade por vezes não nos soa bem...



Continuei ao acaso, a deambular por avenidas largas, a espreitar o artesanato, a interagir com diversas crianças que se acercavam na esperança de obter uma moeda, ou simplesmente para dar uns pontapés numa bola improvisada, a deliciar-me com uns cajus aqui, uma manga acolá, estes sabores incomparáveis e inesquecíveis que só em África, não adianta procurar em nenhuma MegaHiperSuper superfície comercial... Até encontrar um outro amigo de ocasião, o B... que acabado de sair do seu "emprego" se prestou a levar-me numa visita guiada, começando por sugerir um café esplanada muito badalado, nos arredores da cidade, desconfiei, mas acabei por ceder, pois já tinha ouvido falar no tal "hot spot". A viagem de táxi dava outro post... o motorista ao ver-me apressou-se a correr com o cliente que tinha dentro da viatura e abrir-me a porta... estava gerada a confusão, que terminou com todos dentro do táxi, afinal até havia lugar para todos e eu não tinha pressa, até soube bem dar mais umas risadas e uma volta extra pela cidade... Ao afastar-me do centro acerco-me da dura realidade dos arredores, uma gigantesca favela, barracas a perder de vista onde tudo serve para um negócio de ocasião, a tal esplanada fortemente guardada tinha tudo o que qualquer "Piaza" ou "BBC" tem, excepto a vista, esta dava para uma favela, local frequentado por estrangeiros e mulheres locais, bebi um martinni e joguei mais conversa fora, a historia de vida impressionante do B... emigrante de nacionalidade Senegalesa misturava o fraco Português com Francês e Inglês, o entendimento era perfeito, o ambiente nem por isso, ainda guardo na memória as cicatrizes que orgulhosamente me mostrava obtidas a bordo de um navio de pesca espanhol que dizima juntamente com navios chineses e russos as riquezas subaquáticas dos bijagós... Descubro que o B... mora a cerca de 100mts daquele local e aceito o seu convite para conhecer a sua casa, aqui começa a descida ao Inferno onde vivem milhares de pessoas sem o mínimo de dignidade, as "ruas" estreitas, o cheiro nauseabundo, os insectos, os roedores convivem lado a lado numa louca normalidade, a dura luta pela sobrevivência e a grandiosa obra que o "diabo" desenvolve naquelas paragens parecem saídas das páginas do Inferno de Dante... A casa de B... uma barraca em madeira com telhado de zinco onde se cozinha á porta em panelas esburacadas sobre brasas, mas onde fui recebido com calor humano e humildade... Obrigado por tudo B... tens muito mais valor do que algumas "amizades" que me estão próximas... Uma coisa é ver na televisão este cenário, vivê-lo marca-nos, transforma-nos, abre-nos os olhos, faz-nos pensar no sentido de tudo isto, e claro surge a pergunta - Onde estão os responsáveis por tudo isto? Sentados nas suas belas cadeiras, refastelados, ou escondidos na nossa história recente?
Ao ver os navios no porto a descarregarem SUV's novos da Mercedes o sentimento de revolta faz-me virar costas, o valor de uma daquelas viaturas permitia abrir uma biblioteca? equipar um hospital? uma escola? Até quando teremos de suportar esta geração rasca que nos governa os destinos? E muito mais havia para contar...

terça-feira, 31 de julho de 2007

Água



"O preço da água pode aumentar 25 a 30 por cento nos próximos três anos. Uma medida de Bruxelas para incentivar a poupança da água nos 27 estados-membros.

De acordo com a edição de 27/07 do jornal Público, se a recomendação de Bruxelas não for aplicada, a União Europeia pode não comparticipar mais a contrução de novas barragens. Só nos últimos 30 anos, as secas custaram à economia europeia cem mil milhões de euros. Os europeus continuam a desperdiçar grandes quantidades de água, por isso o aumento dos preços é uma das medidas apresentadas pelo comissário europeu do Ambiente, entre outras, como a criação de um rótulo europeu para promover equipamentos que poupem este recurso."


Índio já avista caras pálidos das autarquias a esfregarem as mãos ao lerem esta brilhante iniciativa do "deserto" de ideias chamado "comissão europeia"... Ainda bem que índio não possui um campo de golf... ahhh claro que se índio possuisse um campo de golfe poderia "pagar" para poder desperdiçar... Índio vai ser "incentivado" a deixar de tomar banho para que a água nunca falte a quem pode pagar. Índio leu algures que caras pálidos desenvolveram tecnologia que permite a produção de energia, e de água doce... que seca!!!! Índio transcreve:

"A central flutuante, que utilizará urânio pouco enriquecido (5 por cento), contará com dois reactores, com uma potência de 70 megawatts e gerará o mesmo volume de energia que uma central atómica terrestre. Além de poder fornecer electricidade a uma cidade com 250 mil habitantes, a central poderá ser utilizada para desalinização de água do mar e aquecimento, permitindo economizar, anualmente, 200 mil toneladas de carvão e 100 mil de petróleo."
Índio espera por dia em que caras pálidos resolvem taxar os indigenas por consumo de oxigénio... sim, porque a atmosfera apenas possui 21% de O2, esse bem tão escasso...


quarta-feira, 25 de julho de 2007

O renascer?

é dreda ser angolano... o caminho é longo mas estou a gostar destes primeiros passos...

http://www.youtube.com/watch?v=rnw21-YeO8A

é dreda ser angolano quando se percebe que Angola é a fonte na qual todo o angolano bebe...



pena ser uma fonte que se esgota e onde apenas alguns "Angolanos" se enchem...

sábado, 21 de julho de 2007

A família


Em Portugal a interrupção voluntária da gravidez dá direito a 30 dias delicença com 100% do ordenado!
Mas uma mulher que esteja grávida e que se veja forçada a ficar de baixa antes do parto, sem este ser de risco, recebe um subsídio de 65% do seu ordenado; uma mãe que tenha de assistir na doença um seu filho menor recebe 65% do seu ordenado... extraordinário não é?
Hoje em dia é mais "vantajoso" para um casal, em termos fiscais, estar separado... consegue deduzir no IRS um valor para a pensão de alimentos...
Para além de todos os impostos que pagamos, temos ainda de pagar a saúde e educação dos nossos rebentos.
Ter uma família em Portugal nos dias que correm é economicamente ruinoso, sai muito mais barato mandar vir famílias do Brasil, Moldávia, Roménia, etc... etc...
A família tem de ser o alvo prioritário do nosso sistema social, porque é que a nossa sociedade continua a recompensar os futebolistas, os gays, os artistas de variedades altamente produtivos para o nosso PIB ou melhor, PNB (se ainda existir)? Estarei a ser retrógado? Num mundo onde a clonagem parece "real" e onde os gays podem adoptar crianças, a família parece ser um conceito em vias de extinção, porque simplesmente não é económicamente viável, nem rentável num mundo empresarial.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Soba


O "soba" é a figura do patriarca da tribo, o mais velho, que dirige os destinos da comunidade, que acumulou mais experiência de vida.

Esta semana que passou pude reencontrar os meus "sobas", falar durante horas, saber mais um pouco sobre mim, sobre as minhas raizes, partilhar as minhas experiências e receber valiosos conselhos.

Descobrimos antigos extratos bancários, de um passado ainda recente, onde figurava numa conta á ordem o crédito de juros mensais, pequenas importancias, quase insignificantes pelo seu valor numerário, mas com uma importancia enorme como prova de que afinal era possível na altura aos bancos realizarem lucros com os nossos depósitos. Hoje em dia, os lucros são muito superiores, e já não existe qualquer distribuição de dividendos... muito pelo contrário... curioso sem dúvida. Estamos a regredir no tempo? Ou é mais uma prova de quem são os "vampiros" que nos arruinam?

Estou a um passo de deixar de ter conta bancária, não existe nenhuma vantagem em ter tal inutilidade, se puderem, façam o mesmo...

E já agora aproveitem para visitarem os vossos "sobas", o tempo escasseia para eles e para nós, e tempo gasto assim é tempo bem aproveitado.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Anuncio de emprego original

Lets face it, who does'nt love a good website? We don't want to settle for just good, we want to build a kick ass website that will maintain our leadership position as the number one online dance music destination. If you're an experienced web developer then we want you! Do you live, breathe and dream in code?
Then read on...Minimum Qualifications:

Proficient Expert in php & MYSQL
You own Ruby on Rails and think its a walk in the park (or at least know that Ruby on Rails is not a train with lots of bling.)
You think writing beautiful code is like writing a wonderful poem. Or a beautiful love song. Or a cute kitten. You *do* like kittens dont you?
You are not afraid to think outside the box and suggest better ways of doing things

Bonus points if you:
Can dance the Marcerana. Tripple points if you know what the marcerana is
Dont take yourself too seriously
Know that "User Experience" does not refer to how good you are at World of Warcraft
Are a high school drop out. (We just think its cool that you dropped out of school and still code.)
Have your own sailboat. We would like to "borrow" it for our, er "company meetings."

So if you wanna be famous and be a part of the most fabulous team of Geeks in online dance music - send email to faisal@friskyradio.com with 'Web Developer' in the subject line and tell us why you would be perfect for the job!

Gostei deste...

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Paradise Lost

"Prelude to Descent"

Set me down, Oh set me down
On hallowed ground again
Wear me down in prayer confounded
Shadow my torment

It's dead it's over all too slow
Can't you see you’re my worst enemy?
It's over, overthrown
All I see is just faithless decree

Set me down, Oh lay me down
On ravaged ground again
Lay me down, embrace me now,
My prelude to descent

We never run the same way...
We never run the same...



Viciante este novo àlbum... http://www.paradiselost.co.uk/home/
O concerto será no Garage em Setembro...

Sim, recebi dinheiro para fazer publicidade... ;)

O dia mais longo do ano

O dia de ontem foi radiante, claro, bonito... Foi também o mais longo e o início do verão, até que enfim!!!!

Nómada


Falta apenas uma lua para o fim da época de caça, índio pensa em balanço, os fantasmas do passado que voltam a atormentar, a zona de caça esgotada, a incompetência de quem nos dirige os destinos, as pessoas despidas de sentimentos, caras pálidos desesperados com a febre do ouro, fazem crescer no índio a necessidade de procurar outras paragens, o espírito nómada que sempre esteve presente no meu ser grita mais alto e este ano vai ser um ano de mudança certa.

"Fugir" alguém disse...

Fugir sim, para longe e o mais rápido possivel...

sábado, 16 de junho de 2007

Marrocos... The call

A preparar a incursão... Agradeço dicas... Aberto a sugestões ;)

http://www.rapturecamps.com/morocco/

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Eu sei mas não devia...

“Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não seja as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas logo se acostuma acender mais cedo a luz. E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão. A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá pra almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja número para os mortos. E aceitando os números aceita não acreditar nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. A lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer filas para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas que se cobra. A gente se acostuma a andar na rua e a ver cartazes. A abrir as revistas e a ver anúncios. A ligar a televisão e a ver comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. A gente se acostuma à poluição. As salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. A luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. A contaminação da água do mar. A lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir o passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta. A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai se afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida que aos poucos se gasta e, que gasta, de tanto acostumar, se perde de si mesma.”

Mariana Colasanti

quinta-feira, 31 de maio de 2007

De volta...

De novo índio pega nos remos e na canoa e parte pelo rio a contemplar a lua cheia e o seu reflexo na água, lembrando o lobo que uiva solitário à lua, deixando para trás um mês rico em vivências, cheio de descobertas, reencontros e alguma mágoa. Parti por necessidade, mas também com muita vontade de esclarecer ideias e voltar a abrir horizontes. O mês de junho vai ser dedicado à caça como outros meses o foram neste ciclo interminável, espero que tudo corra bem e que possa regressar daqui a quatro luas, com a canoa cheia, muitas saudades da tribo e a típica boa disposição. O mês de maio acaba e deixa muitas saudades, apesar das dificuldades, foi um mês rico, índio teve oportunidade de voltar a Amsterdão desta vez para ajudar outro bravo num projecto único, aprofundar o conhecimento rico que só uma sociedade evoluida como a holandesa pode proporcionar, subir e descer enclusas, a beleza do verde apesar da modernidade e da densidade populacional sempre presente e defendido com garra, sim porque temos de ser mais exigentes e defender com garra o que é bom senão somos dominados pelo caos, lixo, miséria e poluição... Mês de reencontros com/entre sementes e raizes que me fizeram o "ser" e que me mantêm com vontade de continuar a "ser", apesar da distância física que nos separa, o sentimento não muda nunca e cresce ao ritmo da "semente". Ficam também os cafés em boa companhia junto ao mar, e fica o amor, o amor vivido, o amor sonhado, o amor impossivel mas marcante que teima em fugir-me sem nunca deixar de estar presente...

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Homem branco engana índio parte 2 e 3

Parte 2
Reuni-me com a tribo e fiquei ainda mais preocupado, o ataque dos caras pálidos é generalizado e não poupa ninguém, das experiências partilhadas vou transcrever apenas duas que me marcaram. Um dos indígenas conduzia pacatamente o seu veículo quando é abalroado por um autocarro desgovernado, sem qualquer reponsabilidade no evento resolveu toda a questão "burrocrática", da peritagem resulta um arranjo no valor de xxxx, e eis que surge um desses caras pálidos iluminados com roupas estranhas ao pescoço que diz que o valor comercial do veículo é apenas xx, terminando ai a responsabilidade da "Thievery Corporation" que ilustremente representa. Pergunta da tribo: porquê que somos OBRIGADOS a pagar um seguro se no fim temos de pagar também o arranjo da viatura? E se a viatura for um fiat 600? Qual será o valor comercial? Já agora esclareçam o índio acerca desta história do valor comercial quando o índio não está interessado em vender a viatura... A parte mais hilariante foi quando nos foi dito que seria entregue o valor comercial e que a "Thievery Corporation" ficaria com o carro danificado... uma "perda total recuperável" para a seguradora... índio pagou do bolso o arranjo... e continua obrigado a pagar seguro... Índio não entende... As entidades responsáveis dos "brancos" informaram que índio ainda ia gastar mais em tribunal e que acabaria por perder... Curiosa a justiça dos "Brancos".

Parte 3
Os caras pálidos responsáveis pelas comunicações da tribo que índio só fala por sinais de fumo para uma máquina automática, vendem placas de acesso á internet com um valor xx incluido na compra, passando o índio a pagar a mensalidade acordada no mês seguinte depois de esgotado o saldo inicial disponível, o índio recebe na sua tenda uma factura a duplicar este mês, curioso porque índio não se lembra de ter facturas em atraso pergunta porquê á máquina automática ou ao cara pálido robotizado... ai surge a surpresa, o isp que eu n digo qual é mas que tem uma banda cada vez mais larga, lembrou-se de cobrar agora o mês de adesão, ora o índio comprou a placa a meio do mês x e tem de pagar o mês todo? E o saldo inicial que índio julgou estar incluido? Afinal não estava ou índio terá de pagar a dobrar? Índio não entende de novo... Índio vai pagar factura? Claro que não...

Homem Branco engana índio

Cara pálido com roupas estranhas a quem o índio confia as suas poupanças enganou índio mais uma vez... Para além das taxas, comissões de manutenção de conta e débitos de juros, desta vez cara pálida diz que índio só pode ver as suas poupanças creditadas após 8 dias no melhor das hipóteses... até lá, índio terá de caçar para comer ou recorrer á comunidade que também luta para sobreviver ao ataque dos caras pálidos sem pelo na venta e com roupas estranhas penduradas ao pescoço... Índio vai reunir com a tribo hoje e perguntar porquê que a tribo não deixa de pagar aos caras pálidos cuja única riqueza são tijolos e argamassa vendidos aos índios a peso de ouro? Até quando esta e outras tribos terão de suportar caras pálidos cuja única ocupação é saquear o produto das nossas caçadas? A revolução e o caos (no mundo financeiro dos caras pálidos) com um simples NÃO PAGO... soa a grito de guerra.

A natureza e a coragem

http://www.youtube.com/watch?v=ZtVINYZpEMM

Observador atento


Observador atento da natureza, da natureza fisica e humana, munido de arco e flechas que irá usar apenas em caso de necessidade, o índio procura a comunhão com o grande espírito, com a sua consciência e com o mundo selvagem que o rodeia.
Sentado no chão reunido com a minha comunidade em torno da fogueira a fumar o cachimbo irei partilhar sonhos, experiências, factos ou simplesmente falar do que me parecer relevante.

Nasceu o Blog do Índio

Nasceu da necessidade de partilha de vivências pessoais.
Espaço dedicado aos sentimentos próprios e alheios.
Espaço aberto de comunicação, essa necessidade que faz de nós seres sociáveis.
O mundo visto pela luneta do Indigena que recusa a integração no mundo dos "brancos".