Afinal índio mau fígado falou cedo demais porque depois do texto anterior o banco do índio ainda lhe conseguiu sacar indevidamente 10€ adicionais por uma transferência internacional RECEBIDA. Apesar de hoje ser dia 30 índio não vai fechar ainda a contabilidade do roubo bancário a que foi sujeito em 2009.
Parece uma piada mas o que é cómico é que não é...?!?!?
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
O ano que passou
ìndio Mau Fígado aparece em época natalícia para fazer um balanço deste ano de crise que passou. Ano bastante penoso para quem se debate com orçamentos cada vez mais magros, para quem se debate com o desemprego, para quem fazia vida dos recibos verdes e que se vê agora com menos "serviços" a prestar e sem direito a subsídio de desemprego. Registo este ano como o ano em que se perdeu toda a vergonha e se rouba desmedidamente, descomplexadamente e despreocupadamente. O ano em que reaparecem os pedintes de porta em porta, nos transportes públicos e semáforos. O ano da fome, da emigração em massa de jovens quadros técnicos, da dívida nacional nos 133% do PIB. O ano em que os cinco bancos desta república de bananas facturaram 5 milhões por dia, distribuindo bónus entre administradores 700 vezes acima da remuneração média nacional. Só este ano à conta do Mau Fígado o banco que me enganou apropriou-se indevidamente de cerca de 90€ fruto de trafulhices numa transferência para um país da UE e de um serviço que não me lembro de pedir. Depois de vários e-mails trocados com a "Thievery Corporation" a resposta foi remetida para sede legal, que custaria o triplo e que demoraria longos meses, obrigando a uma disponibilidade que não possuo. Limitam-se a "sacar" dinheiro dos clientes sem pedir qualquer tipo de autorização. A minha revolta não tem limites contra estes engravatados ladrões. O máximo até onde posso ir, e julgo que qualquer cidadão sem fortuna, é até à exposição ao banco de Portugal. Adiantará?
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Morar em Lisboa é... IV
Um bilhete de metro custar €0,80 mas seres obrigado a comprar um cartão de 0,50€ e quando o quiseres recarregar nunca o podes fazer por menos de 2,00€ ou seja uma viagem raramente te custa €0,80 o que significa que muitas vezes não podes andar de metro porque apenas tens €1,00 na carteira... Índio tem de pular barreira para se deslocar...
BOSTA!!!!! BOSTA!!!!! BOSTA!!!!!
BOSTA!!!!! BOSTA!!!!! BOSTA!!!!!
Justiça na Somália
Homem apedrejado por adultério
Um homem foi apedrejado até à morte por islamitas no sul da Somália por ter cometido adultério. A namorada, que se encontra grávida, será poupada à morte até ao nascimento do bebé.
Abas Hussein Abdirahman, de 33 anos, foi morto perante uma assistência de 300 pessoas no porto da cidade de Merka, controlada pelos rebeldes islâmicos Shabaab. Uma testemunha contou que "ele estava a gritar e a sangrar da cabeça durante o apedrejamento. Sete minutos depois parou de se mexer".
O condenado confessou em tribunal islâmico ter cometido adultério. A sua namorada terá o mesmo final depois do nascimento do bebé que espera.
A sentença já foi condenada pelo presidente da Somália, Sheik Sharif Sheik Ahmed, que acusou os rebeldes de mancharem a imagem do Islão ao matarem pessoas e discriminarem as mulheres. "As suas acções nada têm a ver com o Islão", afirmou o moderado islamita.
Este caso não é inédito. Só este ano já morreram desta forma duas pessoas pelo mesmo crime. Uma rapariga de 13 anos foi apedrejada até à morte na cidade de Kismayo, apesar de uma organização de direitos humanos ter sustentado que ela tinha sido violada. Já antes, outro homem foi punido com a mesma sentença na região de Lower Shabelle.
No último mês, dois homens foram apedrejados à morte na cidade de Merka, depois de terem sido considerados espiões.
A Somália vive uma crise política com 18 anos de conflitos. Os rebeldes Shabaab controlam algumas regiões do país onde aplicam a ‘sharia', a lei islâmica, com mão de ferro. Os EUA acusam-nos de terem ligações à organização terrorista al-Qaeda.
correio da manhã 6 de Novembro
"As suas acções nada têm a ver com o Islão"
Contudo foram julgados em tribunais islâmicos, ao abrigo da lei islâmica e executados por islamitas. Índio manda apedrejar a religião...
Um homem foi apedrejado até à morte por islamitas no sul da Somália por ter cometido adultério. A namorada, que se encontra grávida, será poupada à morte até ao nascimento do bebé.
Abas Hussein Abdirahman, de 33 anos, foi morto perante uma assistência de 300 pessoas no porto da cidade de Merka, controlada pelos rebeldes islâmicos Shabaab. Uma testemunha contou que "ele estava a gritar e a sangrar da cabeça durante o apedrejamento. Sete minutos depois parou de se mexer".
O condenado confessou em tribunal islâmico ter cometido adultério. A sua namorada terá o mesmo final depois do nascimento do bebé que espera.
A sentença já foi condenada pelo presidente da Somália, Sheik Sharif Sheik Ahmed, que acusou os rebeldes de mancharem a imagem do Islão ao matarem pessoas e discriminarem as mulheres. "As suas acções nada têm a ver com o Islão", afirmou o moderado islamita.
Este caso não é inédito. Só este ano já morreram desta forma duas pessoas pelo mesmo crime. Uma rapariga de 13 anos foi apedrejada até à morte na cidade de Kismayo, apesar de uma organização de direitos humanos ter sustentado que ela tinha sido violada. Já antes, outro homem foi punido com a mesma sentença na região de Lower Shabelle.
No último mês, dois homens foram apedrejados à morte na cidade de Merka, depois de terem sido considerados espiões.
A Somália vive uma crise política com 18 anos de conflitos. Os rebeldes Shabaab controlam algumas regiões do país onde aplicam a ‘sharia', a lei islâmica, com mão de ferro. Os EUA acusam-nos de terem ligações à organização terrorista al-Qaeda.
correio da manhã 6 de Novembro
"As suas acções nada têm a ver com o Islão"
Contudo foram julgados em tribunais islâmicos, ao abrigo da lei islâmica e executados por islamitas. Índio manda apedrejar a religião...
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Anda gato com o rabo todo na TVI
09 Outubro 2009 - 00h30
Correio Indiscreto
Anda gato com o rabo todo na TVI
Andava tudo muito espantado ali para os lados do Fórum Picoas com a notícia de que o Fundo de Pensões da PT meteu 70 milhões de euros na Ongoing, a empresa de Nuno Vasconcelos, accionista de referência da mesma PT que anunciou recentemente a compra de 35 por cento do capital da Media Capital, dona da TVI.
Pois é. Ainda por cima o referido investimento é do Fundo de Pensões, isto é, das reformas dos trabalhadores. E ainda por cima é conhecido o elevado endividamento da Ongoing, facto muito comum a algumas empresas de Comunicação Social que operam no mercado.
E ainda por cima não são conhecidos grandes resultados operacionais da empresa de Nuno Vasconcelos. E, além disso, José Sócrates acabou por vetar, muito obrigado, o negócio da PT com a Media Capital, devido à grande escandaleira que provocou nos meios políticos.
Pois é. Agora que se sabe do grande investimento da PT na Ongoing, já há quem diga que é a velha história do gato escondido com o rabinho todo de fora. E já há um slogan: “PT vai Ongoing a toda a força para a espanhola TVI.”
OS NÚMEROS ATRAPALHAM QUEM É BURRO
Há gente especialista em muita coisa. Aliás, a especialidade está na moda. Uns especializam-se em violações de correspondência privada e até são bons no que fazem. Mas quando se metem em outros domínios sai borrada. Nomeadamente quando se metem nos domínios da aritmética.
E como são burros de pai e mãe não têm vergonha de mostrar aos seus 22 mil leitores que essa coisa dos números é algo que está decididamente fora do seu alcance. Vá lá, dediquem-se aos e-mails.
LIMPEZA PS NA MATINHA
Primeiro foi Teresa Dias Mendes afastada da editoria de Política da TSF. Tudo bem, são decisões normais em qualquer redacção. Agora Emídio Fernando foi corrido da política. Tudo bem, são decisões normais em qualquer redacção. Tudo bem. Este País cheira cada vez melhor, cheira mesmo a PS.
DORME, DORME, AIBÉU DORME
O processo Casa Pia é um dos bons exemplos da celeridade da Justiça lusa. Começou em 2003 e o julgamento já dura há anos. Com sorte ainda vai demorar mais algum tempo. Mas há episódios deliciosos.
Numa quinta-feira, o tribunal estranhou a ausência de João Aibéu, procurador do Ministério Público, que nem atendia o telemóvel. Dois juízes foram a casa de Aibéu e descobriram que tinha adormecido. A juíza adiou a sessão e recomendou-lhe que dormisse muito bem.
António Ribeiro Ferreira, Jornalista (correioindiscreto@correiomanha.pt)
Correio Indiscreto
Anda gato com o rabo todo na TVI
Andava tudo muito espantado ali para os lados do Fórum Picoas com a notícia de que o Fundo de Pensões da PT meteu 70 milhões de euros na Ongoing, a empresa de Nuno Vasconcelos, accionista de referência da mesma PT que anunciou recentemente a compra de 35 por cento do capital da Media Capital, dona da TVI.
Pois é. Ainda por cima o referido investimento é do Fundo de Pensões, isto é, das reformas dos trabalhadores. E ainda por cima é conhecido o elevado endividamento da Ongoing, facto muito comum a algumas empresas de Comunicação Social que operam no mercado.
E ainda por cima não são conhecidos grandes resultados operacionais da empresa de Nuno Vasconcelos. E, além disso, José Sócrates acabou por vetar, muito obrigado, o negócio da PT com a Media Capital, devido à grande escandaleira que provocou nos meios políticos.
Pois é. Agora que se sabe do grande investimento da PT na Ongoing, já há quem diga que é a velha história do gato escondido com o rabinho todo de fora. E já há um slogan: “PT vai Ongoing a toda a força para a espanhola TVI.”
OS NÚMEROS ATRAPALHAM QUEM É BURRO
Há gente especialista em muita coisa. Aliás, a especialidade está na moda. Uns especializam-se em violações de correspondência privada e até são bons no que fazem. Mas quando se metem em outros domínios sai borrada. Nomeadamente quando se metem nos domínios da aritmética.
E como são burros de pai e mãe não têm vergonha de mostrar aos seus 22 mil leitores que essa coisa dos números é algo que está decididamente fora do seu alcance. Vá lá, dediquem-se aos e-mails.
LIMPEZA PS NA MATINHA
Primeiro foi Teresa Dias Mendes afastada da editoria de Política da TSF. Tudo bem, são decisões normais em qualquer redacção. Agora Emídio Fernando foi corrido da política. Tudo bem, são decisões normais em qualquer redacção. Tudo bem. Este País cheira cada vez melhor, cheira mesmo a PS.
DORME, DORME, AIBÉU DORME
O processo Casa Pia é um dos bons exemplos da celeridade da Justiça lusa. Começou em 2003 e o julgamento já dura há anos. Com sorte ainda vai demorar mais algum tempo. Mas há episódios deliciosos.
Numa quinta-feira, o tribunal estranhou a ausência de João Aibéu, procurador do Ministério Público, que nem atendia o telemóvel. Dois juízes foram a casa de Aibéu e descobriram que tinha adormecido. A juíza adiou a sessão e recomendou-lhe que dormisse muito bem.
António Ribeiro Ferreira, Jornalista (correioindiscreto@correiomanha.pt)
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Disciple
"Drones since the dawn of time
Compelled to live your sheltered lives
Not once has anyone ever seen
Such a rise of pure hypocracy
I'll instigate I'll free your mind
I'll show you what I've known all this time
God Hates Us All, God Hates Us All
You know it's true God hates this place
You know it's true he hates this race
Homicide-Suicide
Hate heals, you should try it sometime
Strive for Peace with acts of war
The beauty of death we all adore
I have no faith distracting me
I know why your prayers will never be answered
God Hates Us All; God Hates Us All
He Fuckin' hates me
Pessimist, Terrorist targeting the next mark
Global chaos feeding on hysteria
Cut throat, slit your wrist, shoot you in the back fair game
Drug abuse, self abuse searching for the next high
Sounds a lot like hell is spreading all the time
I'm waiting for the day the whole world fucking dies
I never said I wanted to be God's disciple
I'll never be the one to blindly follow
Man made virus infecting the world
Self-destruct human time bomb
What if there is no God would you think the fuckin' same
Wasting your life in a leap of blind faith
Wake the fuck up can't ignore what I say
I got my own philosophy
I hate everyone equally
You can't tear that out of me
No segregation -separation
Just me in my world of enemies
I never said I wanted to be God's disciple
I'll never be the one to blindly follow
I'll never be the one to bear the cross-disciple
I reject this fuckin' race
I despise this fuckin' place"
Tom Araya, Slayer
Compelled to live your sheltered lives
Not once has anyone ever seen
Such a rise of pure hypocracy
I'll instigate I'll free your mind
I'll show you what I've known all this time
God Hates Us All, God Hates Us All
You know it's true God hates this place
You know it's true he hates this race
Homicide-Suicide
Hate heals, you should try it sometime
Strive for Peace with acts of war
The beauty of death we all adore
I have no faith distracting me
I know why your prayers will never be answered
God Hates Us All; God Hates Us All
He Fuckin' hates me
Pessimist, Terrorist targeting the next mark
Global chaos feeding on hysteria
Cut throat, slit your wrist, shoot you in the back fair game
Drug abuse, self abuse searching for the next high
Sounds a lot like hell is spreading all the time
I'm waiting for the day the whole world fucking dies
I never said I wanted to be God's disciple
I'll never be the one to blindly follow
Man made virus infecting the world
Self-destruct human time bomb
What if there is no God would you think the fuckin' same
Wasting your life in a leap of blind faith
Wake the fuck up can't ignore what I say
I got my own philosophy
I hate everyone equally
You can't tear that out of me
No segregation -separation
Just me in my world of enemies
I never said I wanted to be God's disciple
I'll never be the one to blindly follow
I'll never be the one to bear the cross-disciple
I reject this fuckin' race
I despise this fuckin' place"
Tom Araya, Slayer
Darkness of Christ
"Mankind in his insatiable search for divine
Knowledge has discarded all biblical teachings
Realizing that the strength of religion is the repression of knowledge
All structures of religion have collapsed
Life prays for death in the wake of the horror of these revelations
It was never imagined how graphic the reality that would be known as the end of creation
Would manifest itself
We believe all this chaos and atrocity can be traced
Back to one single event
We hold these truths to be painfully self-evident
All men are not created equal
Only the strong will prosper
Only the strong will conquer
Only in the darkness of Christ have I realized
God Hates Us All"
Darkness of Christ
Tom Araya, Slayer
Knowledge has discarded all biblical teachings
Realizing that the strength of religion is the repression of knowledge
All structures of religion have collapsed
Life prays for death in the wake of the horror of these revelations
It was never imagined how graphic the reality that would be known as the end of creation
Would manifest itself
We believe all this chaos and atrocity can be traced
Back to one single event
We hold these truths to be painfully self-evident
All men are not created equal
Only the strong will prosper
Only the strong will conquer
Only in the darkness of Christ have I realized
God Hates Us All"
Darkness of Christ
Tom Araya, Slayer
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Morar em Lisboa é... III
Não precisar de alugar um vídeo em DVD nos fins de semana porque tenho sempre westerns à porta de casa, mexicanos (lelos) e cáubois embriagados (africanos) a degladiarem-se com balas reais para saber quem distribui o álcool (droga) por estas paragens. Ocasionalmente lá aparecem as tropas azuis do general Cluster para participar... mas essas tropas o que gostam mesmo de fazer é multarem o índio porque não colou o selo da autarquia no cavalo.
Índio nestas alturas só pensa em afastar a família das janelas, porque nunca se sabe onde vai cair a próxima bala.
Perfeito para educar os filhos!!!!!!!!
BOSTA!! BOSTA!! SACANA!! SACANA!!
Índio nestas alturas só pensa em afastar a família das janelas, porque nunca se sabe onde vai cair a próxima bala.
Perfeito para educar os filhos!!!!!!!!
BOSTA!! BOSTA!! SACANA!! SACANA!!
Morar em Lisboa é... II
Acordar ás 4 da manhã com o barulho dos empregados camarários a rasparem pás de metal no alcatrão da estrada que tenho à porta de casa...
Fechar janelas à hora de jantar porque decidiram pintar passadeiras que já estavam pintadas. O cheiro daquela tinta cheia de borracha e outros químicos não combinava bem com o caril que tinha entre-dentes...
Acordar ás 7 com um "buldozer" a preparar um canteiro onde sempre existiu lixo...
Tudo para me tentarem convencer que nesta autarquia se trabalha para o bem comum... Isto é nojento, anos sem fazerem nada, e numa semana resolvem tudo. Na minha opinião havíamos de ter eleições autárquicas todas as semanas. Agora sei para onde vai o dinheiro do esgoto. Vai para pagar horas extras a imigrantes sub-contratados, que, como trabalhadores mereciam muito mais respeito. Só não vi foi os sindicatos aqui ás 4 da manhã... Onde andará o "Caravalho" da Silva? Pois é... na rua durante a hora de expediente a gritar BOSTA! BOSTA! BOSTA! BOSTA! de bandeirola em punho a tentar convencer cabeças de atum a votarem neste sistema víciado.
Vão mamar na quinta pata do bezerro... PARASITAS!!!!
Sou a favor da contagem do voto nulo para preencher cadeiras com ar no parlamento e assembleias municipais... Seria a única forma que teríamos para correr com esta gandulagem sem ter de recorrer à bala...
Fechar janelas à hora de jantar porque decidiram pintar passadeiras que já estavam pintadas. O cheiro daquela tinta cheia de borracha e outros químicos não combinava bem com o caril que tinha entre-dentes...
Acordar ás 7 com um "buldozer" a preparar um canteiro onde sempre existiu lixo...
Tudo para me tentarem convencer que nesta autarquia se trabalha para o bem comum... Isto é nojento, anos sem fazerem nada, e numa semana resolvem tudo. Na minha opinião havíamos de ter eleições autárquicas todas as semanas. Agora sei para onde vai o dinheiro do esgoto. Vai para pagar horas extras a imigrantes sub-contratados, que, como trabalhadores mereciam muito mais respeito. Só não vi foi os sindicatos aqui ás 4 da manhã... Onde andará o "Caravalho" da Silva? Pois é... na rua durante a hora de expediente a gritar BOSTA! BOSTA! BOSTA! BOSTA! de bandeirola em punho a tentar convencer cabeças de atum a votarem neste sistema víciado.
Vão mamar na quinta pata do bezerro... PARASITAS!!!!
Sou a favor da contagem do voto nulo para preencher cadeiras com ar no parlamento e assembleias municipais... Seria a única forma que teríamos para correr com esta gandulagem sem ter de recorrer à bala...
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Morar em Lisboa é... I
Inauguro hoje uma nova rubrica neste Blog às moscas intitulado morar em Lisboa é... Serão textos temáticos e numerados contendo as peripécias do dia a dia na cidade. Depois de armar a tenda em Lisboa, o grande chefe mau fígado começou a reunir piadas dignas de figurar neste espaço, sendo a primeira...
O Esgoto
Pois... Começa logo a cheirar mal este texto! Depois de assentar as tralhas por estas terras selvagens recebo logo a visita de um cara pálido com uma carta na mão, remetida por um bando de caras pálidos que se auto-intitulam Câmara Municipal de Lisboa. Por terem ar de donos das terras, julguei estar perante uma recepção de boas vindas, mas não... Ao ler a carta constato que se tratava de uma taxa a aplicar ao nativo por manutenção de esgotos... Na altura até me pareceu uma medida civilizada, mas assim que me dediquei a estudar o papel que tinha em mãos dou de caras com uma verdadeira aldrabice publicada em diário da república (das bananas) com os votos favoráveis de TODOS os partidos representados. Quando toca a extorquir taxas andam sempre de acordo os parasitas. A factura chama-se «taxa de manutenção de esgoto» e é calculada, não pelo comprimento do cano, mas sim pelo valor patrimonial do imóvel, uma curiosa aritmética que mistura esgoto e o produto de um valor curioso (que ninguém me consegue explicar a sua origem) com o valor da casa. RIDÍCULO!!!! Segundo a matemática primitiva do índio, este número mágico está relacionado com a fasquia dos 100,000€, ou seja, é um numero que multiplicado por 100,000 dê resultado aproximado de 50€. Aquilo a que os caras pálidos apelidam de valor "pagável"... Mas a macacada não termina aí, ao virar a página aparecem dois blocos de texto, o primeiro é a origem da referida taxa sobre a merd... que nos remete para o diploma LEI DAS FINANÇAS LOCAIS... Lei esta que joga bem com merd... esgoto... ratazanas... etc... A lei para "financiamento" das autarquias, sim porque a contribuição autárquica, o IMI imposto municipal sobre imóveis, o património público, as actividades realizadas, os transportes, as taxas aplicadas aos comerciantes, o parqueamento e o orçamento do estado não chegam para alimentar as ratazanas do esgoto da câmara de Lisboa. O outro bloco de texto, é a parte cómica, é aquela que reza assim... "expirado o prazo de pagamento voluntário...bla bla bla... juros de 1% ao mês...bla bla bla...instauração de execução fiscal...bla bla bla. Estamos perante a ameaça e a intimidação na própria factura... porque será? Obviamente que quem fez este aborto sabia de antemão que o povo indígena tenderia a enviar este tipo de "facturas" pelo cano. Curioso não é? Somos todos idiotas que não conseguem ler nas entrelinhas... Só falta referir que os "coitadinhos", "excluidinhos", "e os organismoszinhos públicos" não cagam... sim, como estão isentos presumo que usem os arbustos da cidade... um arbusto para o lelo e outro para o doutor. E assim andam uns de bandeirolas na mão a gritar: Bosta! Bosta! Bosta! e outros: Sacana! Sacana! Sacana!
Alguém que ponha fim a isto terá de jogar fora este sistema «pulhítico» em que vivemos à 35 anos, lembro que este tipo de leis são aprovadas com os votos favoráveis de TODOS os partidos para serem pagas por "quase" TODOS NÓS, o que torna o voto uma verdadeira inutilidade. Se o voto não serve, talvez o arco e flechas sirvam...
O Esgoto
Pois... Começa logo a cheirar mal este texto! Depois de assentar as tralhas por estas terras selvagens recebo logo a visita de um cara pálido com uma carta na mão, remetida por um bando de caras pálidos que se auto-intitulam Câmara Municipal de Lisboa. Por terem ar de donos das terras, julguei estar perante uma recepção de boas vindas, mas não... Ao ler a carta constato que se tratava de uma taxa a aplicar ao nativo por manutenção de esgotos... Na altura até me pareceu uma medida civilizada, mas assim que me dediquei a estudar o papel que tinha em mãos dou de caras com uma verdadeira aldrabice publicada em diário da república (das bananas) com os votos favoráveis de TODOS os partidos representados. Quando toca a extorquir taxas andam sempre de acordo os parasitas. A factura chama-se «taxa de manutenção de esgoto» e é calculada, não pelo comprimento do cano, mas sim pelo valor patrimonial do imóvel, uma curiosa aritmética que mistura esgoto e o produto de um valor curioso (que ninguém me consegue explicar a sua origem) com o valor da casa. RIDÍCULO!!!! Segundo a matemática primitiva do índio, este número mágico está relacionado com a fasquia dos 100,000€, ou seja, é um numero que multiplicado por 100,000 dê resultado aproximado de 50€. Aquilo a que os caras pálidos apelidam de valor "pagável"... Mas a macacada não termina aí, ao virar a página aparecem dois blocos de texto, o primeiro é a origem da referida taxa sobre a merd... que nos remete para o diploma LEI DAS FINANÇAS LOCAIS... Lei esta que joga bem com merd... esgoto... ratazanas... etc... A lei para "financiamento" das autarquias, sim porque a contribuição autárquica, o IMI imposto municipal sobre imóveis, o património público, as actividades realizadas, os transportes, as taxas aplicadas aos comerciantes, o parqueamento e o orçamento do estado não chegam para alimentar as ratazanas do esgoto da câmara de Lisboa. O outro bloco de texto, é a parte cómica, é aquela que reza assim... "expirado o prazo de pagamento voluntário...bla bla bla... juros de 1% ao mês...bla bla bla...instauração de execução fiscal...bla bla bla. Estamos perante a ameaça e a intimidação na própria factura... porque será? Obviamente que quem fez este aborto sabia de antemão que o povo indígena tenderia a enviar este tipo de "facturas" pelo cano. Curioso não é? Somos todos idiotas que não conseguem ler nas entrelinhas... Só falta referir que os "coitadinhos", "excluidinhos", "e os organismoszinhos públicos" não cagam... sim, como estão isentos presumo que usem os arbustos da cidade... um arbusto para o lelo e outro para o doutor. E assim andam uns de bandeirolas na mão a gritar: Bosta! Bosta! Bosta! e outros: Sacana! Sacana! Sacana!
Alguém que ponha fim a isto terá de jogar fora este sistema «pulhítico» em que vivemos à 35 anos, lembro que este tipo de leis são aprovadas com os votos favoráveis de TODOS os partidos para serem pagas por "quase" TODOS NÓS, o que torna o voto uma verdadeira inutilidade. Se o voto não serve, talvez o arco e flechas sirvam...
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Adrian Salbuchi
Vale a pena perder um pouco de tempo a ouvir o que este Argentino tem a dizer sobre a crise!
Parte 1
Parte 2
Parte 1
Parte 2
quinta-feira, 4 de junho de 2009
terça-feira, 12 de maio de 2009
Eleições Europeias
A época das eleições para o parlamento Europeu está ai e índio "Mau fígado" aproveita para fazer algum serviço público "pro bono", já que os nossos media que o deveriam fazer não o fazem, apesar de serem pagos com os impostos de todos nós.
Isto nunca irá passar em nenhum canal de (des)informação nacional e poderá ajudar alguns indecisos a votar.
Ora essa! Não têm de agradecer...
Isto nunca irá passar em nenhum canal de (des)informação nacional e poderá ajudar alguns indecisos a votar.
Ora essa! Não têm de agradecer...
segunda-feira, 16 de março de 2009
Para Angola, à força
"O que vale é que está Sol e as pessoas começam a andar um pouco mais bem-dispostas. Os lusos, decididamente, não estão preparados para meia dúzia de dias chuvosos e outros tantos com os termómetros a marcarem temperaturas com apenas um dígito.
Valha-nos pois estes dias de Sol de Inverno para aguentar tudo o que se vai passando à nossa volta. Aguentar visitas de estadão de um presidente africano, recebido com passadeiras vermelhas e muita espinha dobrada em nome do dinheiro do petróleo.
Aguentar discursos dos grandes estrategas do sítio com o dedo espetado a indicarem aos indígenas o rumo da Pátria. Já foi o dedo de António Guterres para os negócios com o Brasil, que ia derretendo alguns grupos económicos lusos, já foi o dedo do actual senhor presidente do Conselho voltado para Castela e a gritar Espanha três vezes, o mesmo dedo que agora descobriu que o destino está em Angola. Tudo gente com uma enorme visão estratégica, tudo gente a quem o povo deve uma extraordinária qualidade de vida e um futuro verdadeiramente risonho.
É por isso que estes dias de Sol fazem esquecer estes vendedores de banha da cobra, que nos vão entretendo com espectáculos ridículos e patéticos enquanto nos atiram mais um pouco de poeira para os olhos. É por isso que estes dias de Sol são importantes. São importantes para fazer esquecer as sistemáticas queixinhas do senhor presidente do Conselho a propósito de tudo e de nada, normalmente de nada. São as campanhas negras das forças ocultas do caso Freeport que o magoam e irritam muito, são os bota-baixistas da oposição à esquerda e à direita que só dizem mal da sua excelsa obra e não têm uma ideia para a lamentável e miserável situação do sítio, são uns 200 mil estúpidos manipulados por comunistas e trotsquistas que decidiram sair à rua a chamar-lhe aldrabão com todas as letras. Mas neste sítio manhoso, pobre, deprimido e cada vez mais mal frequentado, o Sol tem o efeito de amolecer as almas e as vontades e ajuda a aguentar os canastrões que nos entram todos os dias em casa a infernizar-nos a vida.
Como o poeta de Águeda, que anda por aí a negociar uns lugarzinhos nas listas de deputados e se farta de fazer queixinhas porque alguém lhe disse que não tinha carácter. Sinceramente, se não fosse este tempo maravilhoso e este bonito Sol de Inverno apetecia mesmo mandar estes canastrões e a sua corte de canastrinhas rapidamente para Angola. À força."
Estado do sítio
António Ribeiro Ferreira, jornalista
16 Março 2009 - 09h00
Valha-nos pois estes dias de Sol de Inverno para aguentar tudo o que se vai passando à nossa volta. Aguentar visitas de estadão de um presidente africano, recebido com passadeiras vermelhas e muita espinha dobrada em nome do dinheiro do petróleo.
Aguentar discursos dos grandes estrategas do sítio com o dedo espetado a indicarem aos indígenas o rumo da Pátria. Já foi o dedo de António Guterres para os negócios com o Brasil, que ia derretendo alguns grupos económicos lusos, já foi o dedo do actual senhor presidente do Conselho voltado para Castela e a gritar Espanha três vezes, o mesmo dedo que agora descobriu que o destino está em Angola. Tudo gente com uma enorme visão estratégica, tudo gente a quem o povo deve uma extraordinária qualidade de vida e um futuro verdadeiramente risonho.
É por isso que estes dias de Sol fazem esquecer estes vendedores de banha da cobra, que nos vão entretendo com espectáculos ridículos e patéticos enquanto nos atiram mais um pouco de poeira para os olhos. É por isso que estes dias de Sol são importantes. São importantes para fazer esquecer as sistemáticas queixinhas do senhor presidente do Conselho a propósito de tudo e de nada, normalmente de nada. São as campanhas negras das forças ocultas do caso Freeport que o magoam e irritam muito, são os bota-baixistas da oposição à esquerda e à direita que só dizem mal da sua excelsa obra e não têm uma ideia para a lamentável e miserável situação do sítio, são uns 200 mil estúpidos manipulados por comunistas e trotsquistas que decidiram sair à rua a chamar-lhe aldrabão com todas as letras. Mas neste sítio manhoso, pobre, deprimido e cada vez mais mal frequentado, o Sol tem o efeito de amolecer as almas e as vontades e ajuda a aguentar os canastrões que nos entram todos os dias em casa a infernizar-nos a vida.
Como o poeta de Águeda, que anda por aí a negociar uns lugarzinhos nas listas de deputados e se farta de fazer queixinhas porque alguém lhe disse que não tinha carácter. Sinceramente, se não fosse este tempo maravilhoso e este bonito Sol de Inverno apetecia mesmo mandar estes canastrões e a sua corte de canastrinhas rapidamente para Angola. À força."
Estado do sítio
António Ribeiro Ferreira, jornalista
16 Março 2009 - 09h00
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Os lobos tentam vestir a pele do cordeiro
Já repararam que os ilustres doutores estão a abandonar a gravata?
Agora a moda parece ser vestir a camisa desapertada no colarinho e o casaco típico da moda do sec. passado. No fundo vestem tudo igual menos a gravata!
Os mais radicais até já deixam crescer a barba durante 3 ou 4 dias... Mas claro sempre aparadinha...
Não enganam ninguém na mesma... Continuo a cheira-los à distância! Por mais que disfarcem o cheiro e a ladainha continuam a ser os mesmos.
Diálogo entre 2 doutores com gravata:
- "Ooooolááá doutor como vai? Passou bem?"
- "ohhhh caro amigo, bem obrigado, falei com o doutor X sobre aquele tal assunto, está tudo resolvido..."
- "Aqueles incompetentes das ilhas caimão... agora temos de pagar também ao Dr.X"
Diálogo entre 2 doutores sem gravata:
- "Ooooolááá doutor como vai? Passou bem?"
- "ohhhh caro amigo, bem obrigado, falei com o doutor X sobre aquele tal assunto, está tudo resolvido..."
- "Aqueles incompetentes das ilhas caimão... agora temos de pagar também ao Dr.X"
Agora a moda parece ser vestir a camisa desapertada no colarinho e o casaco típico da moda do sec. passado. No fundo vestem tudo igual menos a gravata!
Os mais radicais até já deixam crescer a barba durante 3 ou 4 dias... Mas claro sempre aparadinha...
Não enganam ninguém na mesma... Continuo a cheira-los à distância! Por mais que disfarcem o cheiro e a ladainha continuam a ser os mesmos.
Diálogo entre 2 doutores com gravata:
- "Ooooolááá doutor como vai? Passou bem?"
- "ohhhh caro amigo, bem obrigado, falei com o doutor X sobre aquele tal assunto, está tudo resolvido..."
- "Aqueles incompetentes das ilhas caimão... agora temos de pagar também ao Dr.X"
Diálogo entre 2 doutores sem gravata:
- "Ooooolááá doutor como vai? Passou bem?"
- "ohhhh caro amigo, bem obrigado, falei com o doutor X sobre aquele tal assunto, está tudo resolvido..."
- "Aqueles incompetentes das ilhas caimão... agora temos de pagar também ao Dr.X"
domingo, 22 de fevereiro de 2009
A velha louca e o homem rico e respeitado
Cresci a visitar esporadicamente um café onde costumo encontrar algumas das ovelhas negras da minha tribo. Assisti ao longo de todos estes anos a muitas mudanças no bairro, o aumento exponencial da população residente, a chegada das infraestruturas modernas, naquele lugar ermo onde apenas 3 moradores possuíam viatura própria hoje existem mais viaturas do que residentes. Está hoje incluído na área metropolitana de uma grande cidade. À medida que estes 25 anos foram passando, segui atentamente a evolução natural e foco este "post" em dois seres, um homem e uma mulher que partiram em situação de igualdade. O homem tomou conta de um café incluído num prédio de habitação, e a mulher, professora, residia imediatamente acima deste café. O homem enriqueceu fácil e rapidamente, vampirizando as almas egoístas e ambiciosas logo solitárias que fugiam à loucura que os ia esperando pacientemente todas as noites em suas casas desertas, este tipo de criatura, procurava o café para se gabar em alta voz sobre quantos idiotas teriam sido vigarizados naquela semana ou quantas "donzelas" teriam penetrado em troca de alguns tostões, este último pormenor frequentemente ocultado, era partilhado apenas com os "melhores amigos" e que por sua vez partilhavam também com os seus eleitos e por ai fora.
Vampirizando aqueles que confrontados com a realidade social ou familiar dedicavam inteira devoção ao álcool que segundo diziam, nunca os abandonaria, ao contrário da família, essas hediondas criaturas que constantemente os torturavam ao não deixa-los ver o canal de TV preferido, ou a velha tortura das tarefas domésticas, esposas que morriam de ciumes ou inveja da sua cada vez mais próxima relação poligâmica e platónica com os diversos néctares inebriantes.
Vampirizava aqueles que por dificuldades orçamentais vacilavam entre o desejo e a impossibilidade de contratarem um "PayTV" para seguirem a "futebolinca" ao fim de semana, a troco de um cafezito acompanhavam o futebol nacional e as diversas ligas espalhadas por esse mundo fora, aumentando a sua já vasta cultura futebolística a níveis nunca antes sonhados, ai daquele que se atrevesse a dizer alguma asneira do tipo - "Mas afinal quem é esse tal de nany? Ou seria dany?". Este "inculto" sem vergonha era escorraçado e ostracizado imediatamente do grupo dos sabichões da bola. O grupo a que pertencia um ilustre sabichão imbatível em estatísticas, factos, dados secretos e sempre com as novidades mais fresquinhas que declamava em alta voz para manter o seu estatuto de mestre em ciências futebolísticas e que terminava sempre com a frase: - "Não me digam que não sabiam" proferida arrogantemente olhando de alto para os débeis seguidores que se roíam de inveja por serem ultrapassados mais uma vez. Uma curiosidade, este tipo hoje finge não conhecer os seus antigos discípulos, ao passar a ser catedrático em ciências futebolísticas, este talento não podia passar em claro e foi contratado por um "órgão de (des)informação" para elucidar a pobre nação ignorante das matérias de interesse estratégico vital que tão habilmente domina. Ah e claro, para ser mais um isento "jornalista" desportivo a defender o clube possuidor do maior estádio do mundo e possivelmente da Europa contra os terríveis adversários que teimavam em não deixarem esse tão glorioso clube ser campeão e nunca deixar o seu palmarés ser ultrapassado pelo palmarés de todos os outros clubes juntos. Vocês sabem do que é que eu estou a falar... do sistema claro! :)
Regressando ao tema do "post"...
Vampirizava igualmente outras aves raras que esporadicamente lá apareciam, grupo onde me incluo, e que é sempre recebido com a frase: "Há muito tempo que não vinhas cá..." com aquele olhar de cachorro abandonado que me fazia sentir como um casado que foi descoberto a trair a "esposa" com o café do outro lado do bairro. Observação caluniosa à qual sempre retorqui: "errr... pois...é a vida... A vida e um café sff...".
A técnica utilizada era simples, uma placa a dizer que naquele estabelecimento jamais haveria fiado ou "borlas", regra seguida com fervor e fanatismo religioso, eu tentei algumas vezes sacar uma de borla mas em vão... Ao que apurei, nem mesmo os frequentadores diários. Debaixo de uma máscara de simpatia forçada, acedia a pedido dos próprios patos a permanecer no café até as 2h, 3h, ou mesmo até de manhã segundo alguns relatos que me chegaram. Este homem é hoje dono de um mini império pessoal onde se inclui uma propriedade rural, casas e apartamentos que aluga por valores muito acima de um ordenado mínimo, hoje relata com orgulho a todos ser ele a prova viva da velha máxima "dinheiro gera dinheiro" e é hoje um homem modelo, um "self made man", um respeitado cavalheiro, largamente conhecido.
No revés da medalha estava a senhora que se levantava com o sol, nas noites em que conseguia abstrair-se do constante ruído de fundo provocado pela espelunca que tinha como vizinhança, para tentar educar os filhos selvagens daqueles que por ironia não a deixavam dormir com a paz a que todos deveríamos ter direito, estes gabarolas de café, trocavam a educação e consequentemente o futuro dos seus próprios filhos por umas larachas de café que culminava em bebedeira humilhante. Os anos sucederam-se e à medida que o homem enriquecia, a mulher envelhecia em 20 anos o equivalente a 40 ao mesmo tempo ia isolando-se cada vez mais, como que resignada com tudo aquilo que a rodeava. Julgo que terá tentado no início e por algumas vezes fazer os pançudos da autoridade fazerem cumprir a lei mas em vão... Segundo o que circulava, em surdina, o dinheiro da multa em vez de ir para o estado ficava logo ali, nos bolsos da lei e da grei a metade do valor, na noite seguinte estava a festa montada de novo. Nestes 20=40 anos, a esforçada professora foi esmorecendo, enfraquecendo, assisti à sua decadência sem nunca me ter importado muito com isso, sei disso hoje, mas na altura estava longe de antever o desfecho daquela evolução, tinha a minha própria vida para cuidar, e achava que as outras pessoas deveriam fazer o mesmo, estava a olhar apenas para o meu umbigo. O divórcio surgiu, e todos defendiam o "tipo" que tinha tido o infortúnio de casar com aquela senhora irritante, sempre com cara de poucos amigos, diziam, no intervalo da futebolinca, "ela até era simpática quando veio para aqui morar, se a minha mulher ficasse assim eu também me divorciava".
Sei hoje que a companhia do marido a quem ela dedicou uma boa parcela da sua vida era a última coisa que a ligava ao mundo real. Foi o momento em que esta senhora passou as portas da percepção para nunca mais voltar, hoje desempregada por motivos óbvios, recebe provavelmente uma pensão de sobrevivência igual à de muitos "gandulos" com casa dada pela câmara com rendas simbólicas que se recusam a pagar e com o negócio do haxixe sempre em "part-time", e espera a morte em permanente angústia numa instituição dedicada a estes casos, uma instituição que tem cada vez mais clientes. Nos últimos dias, a sua actividade era vir à varanda, freneticamente, gritar bem alto todo o léxico de palavrões que tenho conhecimento. De robe, de pijama, nua, a chover, a fazer sol, era um ritual macabro repetido vezes e vezes sem conta, 365 dias por ano. O que no início foi uma chacota geral no bairro passou a ser no fim a pessoa mais acarinhada por aqueles mesmos que a destruíram, seria sentimento de culpa daqueles trastes? Julgo que aqueles imbecis não terão capacidade para pensar tão profundo.
Para quem dirigia ela aquelas rudes palavras que repetia diariamente vezes sem conta? Aos ruidosos vizinhos? Ao marido? Ao mundo? A ela própria? Esta resposta foi com ela, no fundo não interessaria a ninguém.
O ilustre membro influente no bairro, o benemérito social que nem deve ter pago 1% do que devia ao estado pois nunca o vi registar vendas, é hoje em tempo de crise o alvo preferencial de todo o tipo de ladrões e desesperados da zona sendo repetidamente assaltado. Será a justiça universal? A colheita daquilo que plantamos? Ou o acaso do caos?
Vidas estranhas as do homem branco...
Vampirizando aqueles que confrontados com a realidade social ou familiar dedicavam inteira devoção ao álcool que segundo diziam, nunca os abandonaria, ao contrário da família, essas hediondas criaturas que constantemente os torturavam ao não deixa-los ver o canal de TV preferido, ou a velha tortura das tarefas domésticas, esposas que morriam de ciumes ou inveja da sua cada vez mais próxima relação poligâmica e platónica com os diversos néctares inebriantes.
Vampirizava aqueles que por dificuldades orçamentais vacilavam entre o desejo e a impossibilidade de contratarem um "PayTV" para seguirem a "futebolinca" ao fim de semana, a troco de um cafezito acompanhavam o futebol nacional e as diversas ligas espalhadas por esse mundo fora, aumentando a sua já vasta cultura futebolística a níveis nunca antes sonhados, ai daquele que se atrevesse a dizer alguma asneira do tipo - "Mas afinal quem é esse tal de nany? Ou seria dany?". Este "inculto" sem vergonha era escorraçado e ostracizado imediatamente do grupo dos sabichões da bola. O grupo a que pertencia um ilustre sabichão imbatível em estatísticas, factos, dados secretos e sempre com as novidades mais fresquinhas que declamava em alta voz para manter o seu estatuto de mestre em ciências futebolísticas e que terminava sempre com a frase: - "Não me digam que não sabiam" proferida arrogantemente olhando de alto para os débeis seguidores que se roíam de inveja por serem ultrapassados mais uma vez. Uma curiosidade, este tipo hoje finge não conhecer os seus antigos discípulos, ao passar a ser catedrático em ciências futebolísticas, este talento não podia passar em claro e foi contratado por um "órgão de (des)informação" para elucidar a pobre nação ignorante das matérias de interesse estratégico vital que tão habilmente domina. Ah e claro, para ser mais um isento "jornalista" desportivo a defender o clube possuidor do maior estádio do mundo e possivelmente da Europa contra os terríveis adversários que teimavam em não deixarem esse tão glorioso clube ser campeão e nunca deixar o seu palmarés ser ultrapassado pelo palmarés de todos os outros clubes juntos. Vocês sabem do que é que eu estou a falar... do sistema claro! :)
Regressando ao tema do "post"...
Vampirizava igualmente outras aves raras que esporadicamente lá apareciam, grupo onde me incluo, e que é sempre recebido com a frase: "Há muito tempo que não vinhas cá..." com aquele olhar de cachorro abandonado que me fazia sentir como um casado que foi descoberto a trair a "esposa" com o café do outro lado do bairro. Observação caluniosa à qual sempre retorqui: "errr... pois...é a vida... A vida e um café sff...".
A técnica utilizada era simples, uma placa a dizer que naquele estabelecimento jamais haveria fiado ou "borlas", regra seguida com fervor e fanatismo religioso, eu tentei algumas vezes sacar uma de borla mas em vão... Ao que apurei, nem mesmo os frequentadores diários. Debaixo de uma máscara de simpatia forçada, acedia a pedido dos próprios patos a permanecer no café até as 2h, 3h, ou mesmo até de manhã segundo alguns relatos que me chegaram. Este homem é hoje dono de um mini império pessoal onde se inclui uma propriedade rural, casas e apartamentos que aluga por valores muito acima de um ordenado mínimo, hoje relata com orgulho a todos ser ele a prova viva da velha máxima "dinheiro gera dinheiro" e é hoje um homem modelo, um "self made man", um respeitado cavalheiro, largamente conhecido.
No revés da medalha estava a senhora que se levantava com o sol, nas noites em que conseguia abstrair-se do constante ruído de fundo provocado pela espelunca que tinha como vizinhança, para tentar educar os filhos selvagens daqueles que por ironia não a deixavam dormir com a paz a que todos deveríamos ter direito, estes gabarolas de café, trocavam a educação e consequentemente o futuro dos seus próprios filhos por umas larachas de café que culminava em bebedeira humilhante. Os anos sucederam-se e à medida que o homem enriquecia, a mulher envelhecia em 20 anos o equivalente a 40 ao mesmo tempo ia isolando-se cada vez mais, como que resignada com tudo aquilo que a rodeava. Julgo que terá tentado no início e por algumas vezes fazer os pançudos da autoridade fazerem cumprir a lei mas em vão... Segundo o que circulava, em surdina, o dinheiro da multa em vez de ir para o estado ficava logo ali, nos bolsos da lei e da grei a metade do valor, na noite seguinte estava a festa montada de novo. Nestes 20=40 anos, a esforçada professora foi esmorecendo, enfraquecendo, assisti à sua decadência sem nunca me ter importado muito com isso, sei disso hoje, mas na altura estava longe de antever o desfecho daquela evolução, tinha a minha própria vida para cuidar, e achava que as outras pessoas deveriam fazer o mesmo, estava a olhar apenas para o meu umbigo. O divórcio surgiu, e todos defendiam o "tipo" que tinha tido o infortúnio de casar com aquela senhora irritante, sempre com cara de poucos amigos, diziam, no intervalo da futebolinca, "ela até era simpática quando veio para aqui morar, se a minha mulher ficasse assim eu também me divorciava".
Sei hoje que a companhia do marido a quem ela dedicou uma boa parcela da sua vida era a última coisa que a ligava ao mundo real. Foi o momento em que esta senhora passou as portas da percepção para nunca mais voltar, hoje desempregada por motivos óbvios, recebe provavelmente uma pensão de sobrevivência igual à de muitos "gandulos" com casa dada pela câmara com rendas simbólicas que se recusam a pagar e com o negócio do haxixe sempre em "part-time", e espera a morte em permanente angústia numa instituição dedicada a estes casos, uma instituição que tem cada vez mais clientes. Nos últimos dias, a sua actividade era vir à varanda, freneticamente, gritar bem alto todo o léxico de palavrões que tenho conhecimento. De robe, de pijama, nua, a chover, a fazer sol, era um ritual macabro repetido vezes e vezes sem conta, 365 dias por ano. O que no início foi uma chacota geral no bairro passou a ser no fim a pessoa mais acarinhada por aqueles mesmos que a destruíram, seria sentimento de culpa daqueles trastes? Julgo que aqueles imbecis não terão capacidade para pensar tão profundo.
Para quem dirigia ela aquelas rudes palavras que repetia diariamente vezes sem conta? Aos ruidosos vizinhos? Ao marido? Ao mundo? A ela própria? Esta resposta foi com ela, no fundo não interessaria a ninguém.
O ilustre membro influente no bairro, o benemérito social que nem deve ter pago 1% do que devia ao estado pois nunca o vi registar vendas, é hoje em tempo de crise o alvo preferencial de todo o tipo de ladrões e desesperados da zona sendo repetidamente assaltado. Será a justiça universal? A colheita daquilo que plantamos? Ou o acaso do caos?
Vidas estranhas as do homem branco...
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
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