Algumas luas depois do último post, Índio regressa ao seu espaço virtual para comentar um assunto ainda actual e de importância universal.
Estas últimas semanas foram dedicadas à leitura, o espírito de aventura de Manuel Martins e o relato da sua odisseia marítima em "Todos os ventos do mundo", livro que recomendo a todos os adolescentes lusófonos e o impressionante relato de Américo Cardoso Botelho, o "Holocausto em Angola", experiências vividas na primeira pessoa, um testemunho vivo dos acontecimentos que antecederam a independencia e os primeiros passos da jovem nação até aos dias de hoje.
É impossível ficar indiferente a este livro, à crua realidade nele retratada, uma compilação dos mais diversos crimes contra a humanidade, das mais hediondas humilhações a que se pode sujeitar o ser humano às mãos de verdadeiros demónios despidos de todo o tipo de sentimentos humanos. Estes demónios, que hoje ocupam os mais variados lugares de destaque na sociedade Angolana, dirigentes políticos, gestores de empresas "públicas", diplomatas em paises da União Europeia, escritores e "intelectuais" foram movidos a praticar este holocausto aniquilador contra os seus próprios irmãos pelas mais dispersas razões que vão da simples diferença de opinião política à cobiça de bens materiais das vítimas, à cobiça das suas mulheres, ou o simples prazer de matar por matar como se de um desporto se tratasse.
Esta "característica" forma de actuar perdura até aos dias de hoje, crimes perpétuados sempre tendo como pano de fundo a tristemente célebre cadeia de S. Paulo em Luanda. (Voltarei a este tema em outro "post" ainda em edição).
Este holocausto falado em Português tem como maestro a figura de Agostinho Neto, o conhecido "líder" pós-independencia influenciado por Russos, Cubanos e outros nacionais de antigos paises da esfera soviética do leste europeu.
Existe hoje em Lisboa uma rua que ostenta o nome deste "ilustre", discriminando outros semelhantes (Adolf Hitler, Josef Estaline, Slobodan Milošević e o recente Robert Mugabe). Seria então justo receber indicações de um taxista Lisboeta da seguinte forma: "- Desce a rua Agostinho Neto, vira à direita na Adolfo Hitler até à praça Estaline... Sim aquela praça com a estátua do Mugabe no centro, e é logo ali em frente ao jardim Milošević".
Ao ler a placa que ostenta o nome de tal personagem numa rua de Lisboa ocorre-me sempre à memória a sua ordem para eliminar os opositores do "seu" MPLA, da qual destaco a morte de Sita Valles, que juntamente com outras quatro mulheres foi maquiavélicamente violada e abandonada a uma morte lenta e agonizante provocada por uma hemorragia de um cobarde tiro na vagina. A extensa lista de "requintes" semelhantes está coligida no livro de Américo Cardoso Botelho, não recomendável a pessoas sensíveis.
Pessoa sensível será certamente o Sr Eng. Mira Amaral, ao aceitar representar em Portugal o BIC de capital Angolano, presumo que não lhe cause qualquer insónia a origem do dinheiro nem o hostil interesse que o mesmo representa, para este ex ministro de já longo curriculum de cargos públicos o dinheiro, mesmo manchado de sangue e fome, no fundo é sempre verde.
A mesma sensibilidade demonstrada pelo BES no célebre incidente com o convidado Bob Geldof, que formou a sua opinião apenas pelo que viu recentemente em Luanda, duvido que o Bob tenha lido o livro referido anteriormente. São poucos os homens com a independencia, coragem e liberdade suficientes para se expressarem como fez Bob Geldof na cara dos senhores engravatados, ofendidos e melindrados. Tal como B. Geldof, muitos outros se mostram fartos do actual rumo da humanidade. Cabe a cada um de nós fazer a escolha de que lado da barricada queremos ficar. A idade do capital atinge hoje o seu auge mas o seu fim já se avista, tenho esperança nas gerações que preocupam os políticos de hoje, essa divergência é no meu ponto de vista positiva e abonatória das novas gerações.
Termino com um vídeo cuja letra espelha esses sentimentos e que neste caso se aplica como uma luva. 70 anos depois do primeiro holocausto mediático a humanidade nada assimilou a avaliar pela passividade das Nações Unidas. Outros holocaustos se avizinham, Africa do Sul, Zimbabwe, Darfur em ebulição. Nós já temos um falado em Português...
http://www.youtube.com/watch?v=7ghqoYxmaUE
Agostinho Neto arde no inferno...
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