domingo, 31 de agosto de 2008

Um estranho país

Governado durante décadas por um dos maiores sanguinários de todos os tempos, detentor do recorde absoluto de almas torcidadas, almas que me atreveria a classificar de sortudas por não terem que suportar o que as suas compatriotas (camaradas por aquelas bandas) vivas padeciam ás mãos de um regime cómico, onde se advogava a igualdade entre todos mas onde uns eram mais iguais do que outros. Um povo escravizado durante décadas, forçado a trabalhar sem abrir o bico em unidades industriais de produção de armamento em massa conseguiu a imbecil proeza de reunir o maior arsenal da história da humanidade, contas feitas, capaz de destruir o planeta mais de uma dezena de vezes. Esta anormal e imbecil proeza levou-os a acreditar na "grandiosidade" da sua pátria, que se esforçava por tentar esconder uma miséria humana decrepita, fome e carências de todo o tipo. Um pais onde ainda hoje se tem por hábito dizer entre o povo por alturas de um nascimento que: "Se for rapaz será militar, se for rapariga será prostituta e terás um negócio."
Este estranho país marcado pelos inúmeros traumas psicológicos colectivos e aptidão nata para se organizar em máfias foi fazendo história à custa de intervenção directa e brutal em povos e territórios alheios espalhados pelo mundo fora á custa de promessas ideológicas forçadas com fervor fundamentalista bem suportado por uma máquina de terror projectado e arsenal bélico sem rival. Esboça uma mudança de atitude na década de 90, em desespero, sufocado na sua própria imbecilidade, e constatando a inevitabilidade da derrocada lança um pedido de socorro ao ocidente perante a fuga da sua esfera de influência de todos os povos anteriormente oprimidos. A comunidade internacional corre em seu auxilio, sempre com a cautela devida á delicadeza da situação, mas a disponibilizar fundos, comida e "know how" para ajudar a recuperar aquele "irmão europeu?!" tresmalhado. Este "irmão" tresmalhado, hoje anafado(algumas máfias, as que tiveram ao seu alcance o bolo dos recursos), fruto da sua entrada no comércio internacional e da venda desregulada de artigos úteis à humanidade (armas e munições) retoma a filosofia que afinal sempre lhe esteve subjacente. A arrogância com que ameaça o ocidente que lhe acudiu enquanto definhava na década passada e o recente veto no conselho de segurança das nações unidas sobre a questão do Zimbábue, justificado com o argumento da não ingerência nos assuntos políticos internos de uma nação soberana caem por terra e demonstram a dualidade de posições (falsidade diplomática) na recente violação da integridade territorial da Geórgia e no reconhecimento unilateral da independência de dois enclaves anteriormente destabilizados por sua influência e completamente à margem das nações unidas que lhes serve apenas para bloquearem qualquer iniciativa legal à luz do direito internacional que o ocidente se prepare para tomar, apoiados pelos bem intencionados Chineses que para alem de bloquearem a intervenção internacional ajudam o Ilustre Mugabe com um carregamento de armas.
As recentes ameaças de recorrer a força militar contra um pais membro da NATO e da UE por este se decidir (bem a meu ver) tomar medidas defensivas contra a ameaça crescente e real para toda a Europa proveniente das armas de longo alcance desenvolvidas no Irão merecem uma resposta pronta, corajosa e unida, mas até agora apenas o tão criticado Bush fez algo de concreto...
Atenção a esse Putin... O filho da mãe Rússia...

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