quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
O ano que passou
ìndio Mau Fígado aparece em época natalícia para fazer um balanço deste ano de crise que passou. Ano bastante penoso para quem se debate com orçamentos cada vez mais magros, para quem se debate com o desemprego, para quem fazia vida dos recibos verdes e que se vê agora com menos "serviços" a prestar e sem direito a subsídio de desemprego. Registo este ano como o ano em que se perdeu toda a vergonha e se rouba desmedidamente, descomplexadamente e despreocupadamente. O ano em que reaparecem os pedintes de porta em porta, nos transportes públicos e semáforos. O ano da fome, da emigração em massa de jovens quadros técnicos, da dívida nacional nos 133% do PIB. O ano em que os cinco bancos desta república de bananas facturaram 5 milhões por dia, distribuindo bónus entre administradores 700 vezes acima da remuneração média nacional. Só este ano à conta do Mau Fígado o banco que me enganou apropriou-se indevidamente de cerca de 90€ fruto de trafulhices numa transferência para um país da UE e de um serviço que não me lembro de pedir. Depois de vários e-mails trocados com a "Thievery Corporation" a resposta foi remetida para sede legal, que custaria o triplo e que demoraria longos meses, obrigando a uma disponibilidade que não possuo. Limitam-se a "sacar" dinheiro dos clientes sem pedir qualquer tipo de autorização. A minha revolta não tem limites contra estes engravatados ladrões. O máximo até onde posso ir, e julgo que qualquer cidadão sem fortuna, é até à exposição ao banco de Portugal. Adiantará?
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