Mas o que realmente me faz escrever este post são os maus espíritos, não estes que falei apesar da conotação óbvia, mas sim dos que me perseguem...
Passaram quinze anos desde que me cruzei com este par de espíritos malignos, e durante todo este tempo estas nuvens negras distorceram a minha vida, mesmo nas minhas barbas, com o meu consentimento, porque afinal fui eu que os convidei a assombrarem-me, fruto de ignorância ou simples moda passageira, a curiosidade que matou o gato ou a procura de satisfazer caprichos ou pequenos prazeres desconhecidos. Este ano foi o ano em que me decidi a confronta-los, a romper os seus tentáculos que me asfixiavam, roubando-me a preciosa vida.

O xamã aceitou-me de volta, mostrou-me o caminho e deixou a luta nas minhas mãos, estas batalhas travam-se no plano mental, no plano físico e no domínio emocional, não haverá tréguas, e o combate será longo, irá durar meses a fio, e tudo será feito para que eu desista e me entregue de novo ao seu domínio, aguardando uma penosa e breve marcha até ao fim...
Irei desistir? Nunca o fiz, e conto com o meu enorme orgulho, que quase podia considerar também um espírito maligno, contudo este não me rouba a vida, leva outras coisas, menos preciosas, ou que provavelmente não me estariam destinadas, mas não a chama que me permite apreciar a beleza que nos rodeia e que muitas vezes ignoramos, maltratamos, destruimos... Afagar o pêlo de um gato, o olhar fiel e bondoso de um cachorro, o sol e a sua luz, ver a semente tornar-se planta, as ondas no mar e tudo o que se pode fazer nelas e claro acima de tudo o amor, o amor que se dá e recebe, o amor que em ano de crise estará em abundância na minha casa e em meu redor... Em dia especial escrevo não uma promessa, uma certeza!!



Sem comentários:
Enviar um comentário