sábado, 6 de dezembro de 2008

Maus espíritos

Depois de várias luas de ausência, Índio volta a subir a caixa da fruta e toma a palavra, pregando para um deserto povoado por lacraus e cascavéis, não para falar dos deputados que faltaram a votações da assembleia da república porque estavam em representação da mesma em Paris... Não para falar sobre o saque que as poupanças, fruto do trabalho de milhares de nativos, estão a ser alvo, devoradas pelas mandíbulas cerradas dos "Tubarões" da alta finança... Não para me lembrar que cada vez que coloco combustível na minha viatura, esse dinheiro segue para as mãos de um ex-politico (ou político "wanabee") que está ao serviço (como humilde administrador) da empresa que possui o monopólio da refinação de crude em Portugal, uma empresa de "amigalhaços" que por sua vez paga ao cocainómano amigo do "nosso" primeiro "engenheiro de domingo", sim aquele que chegou atrasado na história e que se prepara para dissolver a sua assembleia nacional tornando-se no vitalício "Ducce" da camisa vermelha que usa os meus niqueis para comprar armas a outro tipo porreiro pá... um tal de putin, outro saudosista da triste história do final do sec.XX. Mas sobre isto toda a gente percebe e comenta... Ehrr Bem todos menos os comentadores de cartola que nos entram pela casa dentro por uma caixa mágica, ou os jornalistas "malabaristas do plagiado".
Mas o que realmente me faz escrever este post são os maus espíritos, não estes que falei apesar da conotação óbvia, mas sim dos que me perseguem...
Passaram quinze anos desde que me cruzei com este par de espíritos malignos, e durante todo este tempo estas nuvens negras distorceram a minha vida, mesmo nas minhas barbas, com o meu consentimento, porque afinal fui eu que os convidei a assombrarem-me, fruto de ignorância ou simples moda passageira, a curiosidade que matou o gato ou a procura de satisfazer caprichos ou pequenos prazeres desconhecidos. Este ano foi o ano em que me decidi a confronta-los, a romper os seus tentáculos que me asfixiavam, roubando-me a preciosa vida.



O xamã aceitou-me de volta, mostrou-me o caminho e deixou a luta nas minhas mãos, estas batalhas travam-se no plano mental, no plano físico e no domínio emocional, não haverá tréguas, e o combate será longo, irá durar meses a fio, e tudo será feito para que eu desista e me entregue de novo ao seu domínio, aguardando uma penosa e breve marcha até ao fim...
Irei desistir? Nunca o fiz, e conto com o meu enorme orgulho, que quase podia considerar também um espírito maligno, contudo este não me rouba a vida, leva outras coisas, menos preciosas, ou que provavelmente não me estariam destinadas, mas não a chama que me permite apreciar a beleza que nos rodeia e que muitas vezes ignoramos, maltratamos, destruimos... Afagar o pêlo de um gato, o olhar fiel e bondoso de um cachorro, o sol e a sua luz, ver a semente tornar-se planta, as ondas no mar e tudo o que se pode fazer nelas e claro acima de tudo o amor, o amor que se dá e recebe, o amor que em ano de crise estará em abundância na minha casa e em meu redor... Em dia especial escrevo não uma promessa, uma certeza!!

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